terça-feira, 29 de setembro de 2009

"As pedagogias do “aprender a aprender” e algumas ilusões da assim chamada sociedade do conhecimento" Newton Duarte



O primeiro texto trabalhado na disciplina de TIC como apoio educacional fala sobre um grande lema da educação, o “aprender a aprender". O autor ressalta que nessa ideologia muito disseminada nas escolas existem valores que são reflexos da sociedade capitalista. Um deles é a valorização dos conhecimentos e experiências construídas pelo próprio indivíduo, por si mesmo, para que desenvolva autonomia sem a transmissão por outros indivíduos.
Além desse valor, há outros citados por ele como a construção de um método próprio pelos alunos para construir e adquirir conhecimentos, buscando sempre suas necessidades e interesses próprios, tendo em vista a constante atualização que se julga necessária para lutar contra o desemprego. Percebe-se que esses valores se voltam para a capacidade de adaptação e preparação dos indivíduos para a sociedade capitalista.
No segundo momento, Newton fala da “sociedade do conhecimento”, teoria que abarca várias ilusões, uma delas é a democratização do conhecimento pelos meios de comunicação agora tão acessíveis. Sobre essa ilusão o autor levanta um questionamento: democratização do conhecimento ou da informação? Nota-se o fato de que, o maior acesso aos meios de comunicação leva ao maior acesso a informações, mas, isso não significa acesso a conhecimentos.
Outra ilusão é de que a criatividade é mais importante que a aquisição de conhecimentos teóricos. A terceira é de que o conhecimento é uma construção subjetiva, e não uma apropriação da realidade pelo pensamento.
A ilusão seguinte é de que todos os conhecimentos têm o mesmo valor, fato que não se comprova.
A quinta e última é uma idealização da educação que acredita que a conscientização dos indivíduos é o caminho para a superação dos grandes problemas da humanidade. A respeito desta nos recorre, só a conscientização será suficiente para acabar com as guerras, a fome, a morte e as doenças?


DUARTE, N. As pedagogias do "aprender a aprender" e algumas ilusões da assim chamada sociedade do conhecimento. Revista Brasileira de Educação, Belo Horizonte, n. 18, p. 35-40, 2001.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

TECNOLOGIAS TAMBÉM SERVEM PARA INFORMAR E COMUNICAR


O texto de Vani Moreira Kenski trabalhado na disciplina de TIC no dia 21/09/09, inicia expondo sobre a “tecnologia de inteligência” enquanto uma linguagem criada para permitir a comunicação entre os diferentes espaços e tempos. Além disso, fala sobre os novos meios de comunicação que ampliam o acesso a notícias e informações a todas as pessoas.
A autora refaz a história dos tipos de linguagem utilizados pela civilização.
A linguagem oral foi a primeira a ser desenvolvida e era particular de cada grupo perpetuando sua cultura e sua memória para as gerações seguintes, possibilitando diálogos, transmissão de informações, avisos e notícias.
Com o surgimento da linguagem escrita que se torna uma ferramenta para a ampliação memória e para comunicação, democratiza-se o acesso a diversas informações e liberta a obrigatoriedade da memorização antes essencial na linguagem oral.
A terceira linguagem citada por Kenski é a linguagem digital que engloba aspectos da oralidade e da escrita em novos contextos, porém, rompe com as narrativas circulares e repetidas da oralidade e a arbitrariedade seqüencial e contínua da escrita. A linguagem digital é dinâmica, aberta, fragmentada, rápida e descontínua, permitindo o acesso e a comunicação entre diferentes pessoas, espaços e tempos de todo mundo. Ela cria uma nova cultura e uma outra realidade informacional, constituindo novos conhecimentos, valores e atitudes.
A autora ainda cita em seu texto as Redes enquanto “articulações gigantescas entre pessoas conectadas com os mais diferenciados objetivos”. Também chamada de rede das redes, a internet é um local de interação entre as pessoas no ciberespaço. Os usuários das Redes devem estar em intensa e contínua aprendizagem e inovação, pois os conteúdos e ferramentas estão em constante desenvolvimento.
Sobre a Televisão digital Vani ressalta a interatividade e a acessibilidade que ela proporciona permitindo o recebimento de dados e interação, com possibilidade de responder e trocar informações. Ainda permite a gravação de programas, a escolha do horário para assistir o programa que deseja e garante ao telespectador alta definição de imagem e som.
Para finalizar a autora destaca que as redes não têm centro ou liderança, pois existe uma diversidade de elementos conectados em permanente movimento. Além de as TICs evoluírem com rapidez.


KENSKI, Vani Moreira. Educação e Tecnologias: O novo ritmo da informação-Campinas, SP: Papirus, 2007. Capítulo 2, p. 27-42.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Concurso de Leitura das Escolas Públicas


O Informativo da UFES, Informa, publicou na sua edição nº 321 ,de 14 à 20 de setembro de 2009, o concurso Academias da Leitura: Monteiro Lobato e Rubem Braga, que faz parte do projeto de extensão Reler&Fazer, do departamento de Línguas e Letras da UFES. O concurso visa estimular o interesse pela leitura dos alunos do ensino fundamental e médio, favorecendo a formação de uma sociedade leitora. As escolas públicas interessadas devem se inscrever até o dia 16 de outubro. Mais informações no site http://reler.e.fazer.sites.uol.com.br/