terça-feira, 27 de outubro de 2009

Educação Infantil é prioridade!


Os textos que serão apresentados a seguir foram retirados do site da Revista Nova Escola, o primeiro aborda o histórico e processo de institucionalização da Educação Infantil. O segundo expõe a necessidade de priorizar a Educação Infantil


No Jardim de Infância

As primeiras instituições brasileiras de atendimento às crianças de zero a seis anos surgiram ainda no Império com intuito de amparar as que eram abandonadas nas ruas das cidades, como os orfanatos, os asilos para pobres e a Santa Casa de Misericórdia, com sua roda dos expostos. Mas foi o desenvolvimento da medicina e da microbiologia - e a viabilização da amamentação artificial - que possibilitou amparar essas crianças sem os alarmantes índices de doenças e de mortalidade da época. Um dos pioneiros nessa experiência no exterior foi o médico Friedrich Froebel - idealizador dos Jardins de Infância. Essa idéia chega ao Brasil na década de 1870, com divulgação no jornal do médico Carlos Costa, e é aplicada na sala de jardim de infância aberta ao lado de uma igreja protestante americana instalada em São Paulo. A iniciativa inspirou duas outras: uma no colégio Menezes Vieira (Rio de Janeiro/1875) e no Caetano de Campos (São Paulo/1896), que adaptou a pedagogia de Froebel para a realidade brasileira. Em 1924, já eram 47 as instituições entre creches e jardins de infância pelo Brasil, principalmente nas capitais. A partir daí, muitas creches são instaladas para atender aos filhos dos operários, sempre ligadas à Assistência Social, embora houvesse, em muitos casos, profissionais da área pedagógica orientando seu funcionamento. A partir de 1980 a sociedade passa a discutir a possibilidade de inclusão das pré-escolas na Educação Básica, intenção concretizada na Constituição de 1988. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996, ratifica essa decisão, enfatizando que a Educação é um direito da criança e que deve, portanto, ser universal.


Educação Infantil é prioridade
Municípios viram referência ao criar metas e prazos para universalizar o acesso à primeira etapa da Educação Básica e melhorar a qualidade do ensino
WriteAutor('Adriana Reis');

A Educação Infantil vem passando por um longo e permanente processo de transformação no Brasil, especialmente nos últimos 20 anos. Se antes as escolas responsáveis pela fase inicial do aprendizado da criança adquiriam caráter de assistência social, hoje é consenso que essas instituições são, sim, um assunto do âmbito da Educação. Mais do que isso: especialistas, educadores e pesquisadores reconhecem a importância do desenvolvimento integral nos primeiros anos de vida e encaram a vivência escolar como parte essencial desse processo. A preocupação se reflete na inclusão do tema como um dos itens do Compromisso Todos Pela Educação, lançado pelo Ministério da Educação (MEC) como parte do Plano de Desenvolvimento da Educação. Embora a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) defina a Educação Infantil como “primeira etapa da educação básica” (artigo 29) e delegue a ela a finalidade de “desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade”, na prática, ainda são tímidos os investimentos nesse sentido, especialmente no ensino público, uma responsabilidade dos governos municipais. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a educação brasileira atende a somente 33% das crianças entre zero e seis anos. O Censo Escolar de 2003 revela que, no país, apenas 10,6% de crianças entre zero e três anos freqüentam a escola ou a creche. A estatística também mostra que o número de excluídos do universo escolar, nessa faixa etária, chega a 11 milhões. Entre os quatro e seis anos de idade, 30% das crianças (cerca de três milhões) estão fora da escola. “Nenhum município do país conseguiu atender a 100% de suas crianças dessa idade. Quem disser que o fez está mentindo”, afirma a especialista em Educação Infantil Karina Rizek Lopes, coordenadora de projetos da Escola de Educadores, centro de formação localizado em São Paulo. No entanto, algumas cidades têm se destacado por assumir esse compromisso e estabelecerem metas concretas para a efetiva universalização na Educação Infantil.



A primeira tentativa


O desenho a cima, foi proposto pela professora de TIC, e desenvolvido através do programa LOGO, como pode ser visto em postagens anteriores já informamos o que era a linguagem LOGO.

Através dos comandos
PF, PT, PD 90, PE 90, UL PF ou UL PT, UB PF, UB PT, UN PF e UN PT
foi possível criar a igrejinha com uma cruz, porta, janelas e o chão.
Essa foi a primeira versão e tentativa de fazer a atividade proposta, o programa é simples e fácil de usar, basta conhecendo os comandos.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Lenda da Cidade

A floresta tinha árvores
As árvores tinham ninhos.
Os ninhos tinham aves.
Os ovos tinham aves.
As aves tinham o canto,
No canto toda beleza.
Hoje não tem floresta,
Poucas são as árvores,
Poucos são os ninhos,
Poucas são as aves,
E é triste seu cantar.. . .
E a ave da cidade,
por falta de árvores,
fez seu ninho no telhado ao lado da antena de tv. . .

(Célio Albuquerque)



http://pragentemiuda.blogspot.com/2009/06/poemas-meio-ambiente.html

Assista o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=Z9N1FX0Bmn4


Compreender a necessidade de conservação do planeta é compreender a condição para preservar a vida.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Como utilizar as tecnologias na escola de José Manuel Moran


O texto de José Manuel Moran explorado na disciplina TIC como apoio educacional fala sobre o caos de informações disponíveis às pessoas. Ressalta a necessidade de organizá-las numa síntese coerente para compreendê-las e ainda, de sempre questionar essa compreensão, superando-a para construir novas compreensões. Sendo importante sistematizar e questionar, fazendo um equilíbrio entre organização e inovação, sem usá-los isoladamente.

Segundo ele, as tecnologias contribuem para encontrar o que está consolidado e organizar o que está confuso e caótico e a pesquisa não é um fim é um meio para começar a entender, comparar, contextualizar. Temos muita informação, não necessariamente conhecimento. A internet vem sendo fundamental para pesquisar e o educador deve ser mediador e organizador/articulador e estimulador da aprendizagem.

Mesmo que os conteúdos de internet não tenham garantia de qualidade, permitem maior acesso, intercâmbio e atualização. Às vezes a variedade e a facilidade provocam preguiça e cópia por parte dos alunos. Mas é preciso selecionar e verificar a confiabilidade do que está lendo ou utilizando.

José Manuel Moran fala webquest que é uma forma de utilizar a internet como tarefa que parte de um tema, que seja elaborada pelo professor. Os alunos devem participar e ler, interagir e colaborar, criando um novo produto a partir do material obtido. Ele destaca que os alunos gostam de se comunicar pela internet. As escolas com redes eletrônicas abrem-se para o mundo e a divulgação faz com que o conhecimento compartilhado acelere as mudanças e agilize as trocas. A publicação se torna fundamental quando se trata da produção dos alunos, da aprendizagem deles, sendo mais significativo.


Para ter acesso ao texto na íntegra acesse:

Os Direitos das Crianças - Ruth Rocha



Em homenagem ao Dia das Crianças, um poema de Ruth Rocha sobre os direitos das crianças.

Toda criança do mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.


Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar
Ter saúde e não ter fome
Ter segurança e estudar.


Não é questão de querer
Nem questão de concordar
Os diretos das crianças
Todos tem de respeitar.

Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão
Direito de ter brinquedos.


Mas criança também tem
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir...


Ver uma estrela cadente,
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.


Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete,se faz calor,
Brincar de adivinhação.


Morango com chantilly,
Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi,
Bola, bola,bola, bola!


Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela
Poder também dizer não!

Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas,
E uma corda de pular.


Um passeio de canoa,
Pão lambuzado de mel,
Ficar um pouquinho à toa...
Contar estrelas no céu...


Ficar lendo revistinha,
Um amigo inteligente,
Pipa na ponta da linha,
Um bom dum cahorro-quente.


Festejar o aniversário,
Com bala, bolo e balão!
Brincar com muitos amigos,
Dar pulos no colchão.


Livros com muita figura,
Fazer viagem de trem,
Um pouquinho de aventura...
Alguém para querer bem...


Festinha de São João,
Com fogueira e com bombinha,
Pé-de-moleque e rojão,
Com quadrilha e bandeirinha.

Andar debaixo da chuva,
Ouvir música e dançar.
Ver carreiro de saúva,
Sentir o cheiro do mar.


Pisar descalça no barro,
Comer frutas no pomar,
Ver casa de joão-de-barro,
Noite de muito luar.


Ter tempo pra fazer nada,
Ter quem penteie os cabelos,
Ficar um tempo calada...
Falar pelos cotovelos.


E quando a noite chegar,
Um bom banho, bem quentinho,
Sensação de bem-estar...
De preferência um colinho.


Embora eu não seja rei,
Decreto, neste país,
Que toda, toda criança
Tem direito de ser feliz!


E quando a noite chegar,
Um bom banho, bem quentinho,
Sensação de bem-estar...
De preferência um colinho.


Uma caminha macia,
Uma canção de ninar,
Uma história bem bonita,
Então, dormir e sonhar...


Embora eu não seja rei,
Decreto, neste país,
Que toda, toda criança
Tem direito a ser feliz!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

SLOGO



SLOGO

É uma linguagem de comando, voltada principalmente para crianças, jovens e até adultos. É utilizada com grande sucesso como ferramenta de apoio ao ensino regular e por aprendizes em programação de computadores. A linguagem de programação Logo foi desenvolvida no Massachussetts Institute of Technology (MIT-USA), por Seymour Papert e colaboradores em meados dos anos 60 para ser utilizada com finalidades educacionais.

Por ser uma linguagem interpretada, possibilita ao usuário uma interação muito rica com o seu programa computacional. Permite ao usuário resolver problemas, definindo programas a partir do seu conjunto de ações (comandos e operações) em diferentes domínios do conhecimento e níveis de escolaridade.

O Logo está fundamentado na abordagem construcionista, possibilitando a descrição do processo utilizado pelo usuário para resolver uma tarefa. Quando o usuário utiliza a linguagem de programação Logo para realizar uma tarefa no computador, ele inicia raciocinando como resolvê-la. Ao ensiná-la para o computador, descreve a sua idéia inicial com base nos seus conhecimentos, utilizando os comandos da linguagem e pede que sejam executadas as instruções dadas. Caso não estejam de acordo com o esperado, ele depura as instruções dadas inicialmente, alterando ou acrescentando novas informações.

Na atividade de programar o computador, o usuário tem a oportunidade de construir seu conhecimento, realimentado pelo ciclo descrição-execução-reflexão-depuração-descrição identificado nas diversas ações demandadas por uma tarefa significativa e reflexiva.

O ambiente Logo tradicional envolve uma tartaruga gráfica, um
robô pronto para responder aos comandos do usuário. Uma vez que a linguagem é interpretada e interativa, o resultado é mostrado imediatamente após digitar-se o comando – incentivando o aprendizado. Nela, o aluno aprende com seus erros. Aprende vivenciando e tendo que repassar este conhecimento para o LOGO. Se algo está errado em seu raciocínio, isto é claramente percebido e demonstrado na tela, fazendo com que o aluno pense sobre o que poderia estar errado e tente, a partir dos erros vistos, encontrar soluções corretas para os problemas. A maioria dos comandos, pelo menos nas versões mais antigas, refere-se a desenhar e pintar. Mas em versões mais atuais, como o AF LOGO, podem ser muito mais abrangente, trabalhando com textos, fórmulas e até IA, servindo como excelente ferramenta para o ensino regular.

Referências:
· Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Logo
·
http://www.nied.unicamp.br/~siros/siros_rcx/introducao_slogo.pdf